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O Fim dos Tempos – LITERALMENTE – Por Eduardo J. S. Honorato

O objetivo deste blog é “escrever”….seja o que for. Textos, indicações, comentários….o que quiser.

Bom….como sempre escrevo sobre filmes na Psique- Ciência e Vida, resolvi tb escrever aqui, porem, não de um filme que valha a pena ver. Sim…vou escrever sobre um filme PESSIMO, que me fez refletir.

O filme em questão é o “O Fim dos Tempos” (The Hapenning, 2008). Pensei seriamente se assistiria ou não, porém, resolvi dar um voto de confiança a M. Night Shyamalan, diretor do filme, uma vez que 6 sentido e A Villa foram filmes ótimos.

Saí do filme com alguns pensamentos, dentre eles: BEM FEITO! Sim….bem feito que ele tenha perdido seu contrato com a Disney e BEM FEITO para mim, que tive a péssima idéia de ver o filme.

Já vi muitos filmes ruins, mas este passou dos limites, e ao final, assim como as outras 5 pessoas que estavam na sala de cinema, me senti LESADO, enquanto consumidor.

Vocês não imaginam……”isso” não é um filme….isso não é NADA. É simplesmente um GOLPE para alguns pobres desavisados, que pagam ingressos para assistir algo, que só posso entender como um “surto” de uma mente bastante perturbada, que por ter feito algo bom no passado, conseguiu um financiamento.

Os traillers já mostram a precariedade do que está por vir. Um dos “próximos” lançamentos fala diretamente para os jovens e a mensagem é “não desista”. Porém, essa mensagem é passada através de lutas e brigas de rua, no maior estilo patético, para que jovens acéfalos paguem para assistir e saiam pensando que a violência é um caminho de se persistir..

Ta…..esperamos o filme começar. A idéia principal é muito boa, e poderia ter sido aproveitada muito bem. As plantas resolvem se vingar dos humanos e lançam uma toxina no ar. Esta faz com que os humanos percam seu instinto de sobrevivência e cometam suicídios. Sim…é como se a pulsão de morte tomasse conta de todos, e de uma hora para outra, todos cometem suicídio.

É claro que todos fogem e as cenas clássicas deste tipo de aventura acontecem. O ator principal, Mark Wahlberg até que tenta convencer, dentro das suas limitações. O problema maior é sua “esposa”, interpretada por Zooey Deschanel, que me lembrou Carla Perez atuando em Cinderela Baiana. Ambos dividem cena com uma atriz mirim, que até boa parte do filme, achei que era deficiente auditiva, pois não reagia as cenas e mal se comunicava, chegando a usar apenas “gestos” em algumas cenas.

Os três fogem para longe do ataque químico das plantas e tudo se encaminha para os desfechos clássicos dos filmes do gênero. Quando…..de repente…eles encontram uma cabana, com uma senhora MALUCA, que tem uma boneca de voodoo e mora isolada. A casa lembra o filme psicose, com as cenas mais sem pé nem cabeça que você pode imaginar.
Passam-se mais 15 minutos e tchammmmmmmmmm…. filme acaba!

Sim gente…não é um filme mal feito, mal escrito, mal produzido e mal interpretado somente….é um filme MAL ACABADO. Os diálogos são pateticamente escritos, pateticamente interpretados e ao tem a menor conexão um com o outro. Passam minutos filmando e mostrando um anel idiota, que não terá a menor ligação com o enredo do filme. Não há conexão com as cenas e a impressão que se têm é de que o filme é literalmente um sonho, onde as informações do inconsciente vieram a tona, porem, só terão sentido para aquele que projetou seu conteúdo.

Sim..ao acender as luzes do cinema houve uma reação em cadeia…de total indignação.
Já estou acostumado a ver filmes ruins, pois vejo quase de tudo um pouco. Porem, a sensação de pagar e ver algo que NÃO É NADA, é muito estranha.
Talvez este tenha sido o objetivo do diretor….criar indignação e mostrar ao publico o quanto somos idiotas, em pagar pagar ver algo que não existe e não faz sentido.

Para quem viu “The Signs”, do mesmo diretor, dá para ter uma idéia. Entretanto, acho que neste ultimo filme, o diretor ainda estava mais “centrado” e conseguiu, apesar de ruim, finalizar a mensagem que queria passar. Em “O fim dos tempos” deixou claro que o que “finaliza” ali é sua carreira cinematográfica, pois depois deste “treco” [não sei como chamar], acho muito difícil de alguém sequer alugar um filme deste senhor.

Sugiro a quem tiver interesse que pegue na locadora e veja até que ponto os estúdios conseguem subestimar a inteligência de seus consumidores, acreditando que qualquer porcaria, por pior que seja, possa ser lançada e consumida por nós, sem uma visão crítica.

 

 

July 31, 2008 Posted by Eduardo Honorato | Cinema-TV | | No Comments Yet

A Clínica nossa de cada dia – Por Denise Deschamps

Nesse texto procuraremos abordar um pouco da experiência com a clínica no cotidiano de um psicológo. Essa é uma questão levantada por muitos estudantes às portas do vestibular. Como trabalha o psicólogo clínico? Há mercado? O que o capacita para tal função? São algumas das muitas perguntas que se faz aquele que, pelo desejo, quer entrar para uma faculdade de Psicologia.
Sabemos que embora haja uma demanda sempre crescente em relação a psicoterapia, o mercado da clínica particular continua bastante restrito e quase não são feitas contratações para o sistema público, o que facilitaria o acesso da população a esse serviço, e, ao mesmo tempo, ofereceria para o psicólogo uma opção de inserção para a clínica.

As incessantes demandas contemporâneas , a vida atribulada nos grandes centros, a falência das instituições e outros fatores trazem uma crescente demanda pela psicoterapia através dos transtornos psíquicos cada dia mais presentes na realidade de todos nós.

Para entender o que seja psicologia clínica teremos que partir sempre da premissa que esse é um trabalho antes de qualquer outro aspecto, técnico. Para que se possa emprendê-lo cada profissional passará por um longo período de treinamento e estudos dado pela graduação em psicologia(em média 5 anos) e quase sempre sairá dela direto para um curso de especialização(em média 2 anos) ou ainda as chamadas formações(em média 4 anos, podendo levar até 8 anos). Durante esses períodos o mais provável é que inicie sua própria psicoterapia, caso ainda não o tenha feito antes de entrar para a faculdade, essa demanda aparecerá quase sempre em torno do 3º ano, quando as cadeiras que são obrigatórias na graduação geralmente passam a mobilizar fortes conteúdos psíquicos no graduando. É também em torno dessa fase que muitos estudantes desistem do curso e se transferem para outros. Embora se conheçam poucas estatísticas sobre o tema, essa informação é algo comentado pelos profissionais que trabalham com os graduandos.

Ser psicólogo clínico é então, antes de tudo, uma formação que se detalhará pelo desenvolvimento de uma técnica. A questão que traz atrelada e deixa mais complexo o caminho da formação desse profissional, será o fato de que necessariamente o desenvolvimento dessa capacidade técnica, passará também por um questionamento pessoal e um investimento em crescimento, isto posto para a maioria das correntes que lidam com psicoterapia, com raras exceções. Há também por volta do 4º e 5º ano obrigatoriamente, o início dos atendimentos e consequentemente entrará também a participação em uma supervisão, a essa altura quase sempre feita em grupo, o que mobiliza ainda mais esse psicoterapeuta em formação.

O primeiro aspecto com que se vê confrontado aquele que busca essa formação será com tudo aquilo que envolve as lendas criadas em torno desse ser psicólogo, como primeira, a questão da “ajuda”, cujo teor assistencialista será logo questionado. É comum ouvirmos de um aluno em início do curso, de que procurou a psicologia porque gosta de “ajudar”, e bem cedo entenderá que se sua vocação for essa, o curso de psicologia não é o caminho mais curto para esse fim. Assim como outras funções da área da saúde, a psicologia não tem como fim a ajuda, mas sim visa um trabalho de modificação de patologias e isso muitas vezes ou quase sempre não se constituirá como aquilo que popularmente se entenderá como ajuda. Essa é uma questão importante na medida em que na clínica nem sempre a atuação necessária será entendida como essa ajuda procurada e caso se prenda a esse aspecto poderá, pelo contrário, impossibilitar aquilo que entenderemos como intervenção psicoterapêutica. Essa intervenção guarda aspectos que passam pelo real que a diferenciam do ato da ajuda humanitária:

• é um serviço necessariamente cobrado(remunerado)

• tem tempo estabelecido em sua intervenção que deve ser obedecido, o tempo da sessão

• não visa atender a expectativa de aceitação dos mecanismos operados pelo paciente

• pode em casos extremos ter que interferir com medidas de cunho terapêutico que não estarão necessariamente de acordo com o solicitado no manifesto do paciente

• estabelece uma relação obrigatoriamente assimétrica entre psicólogo e paciente

• não visa resgatar aspectos adaptados para o paciente, embora em alguns casos isso até termine por se constituir em ganhos advindos da psicoterapia e uma mais saudável relação do sujeito com o mundo afetivo a sua volta

• não necessariamente estará de acordo com o senso comum sobre as inúmeras possibilidades do fazer humano.

Essas são apenas umas poucas características entre tantas outras que diferenciam o trabalho psicoterapêutico de uma prática de ajuda ou de cunho assistencial, para essa segunda opção teremos outras formações que cumprem bem essa nobre função.

Veremos a título de informação a pesquisa contida no artigo do link 1, que demonstrará um abandono do curso em uma universidade pública de São Paulo. A maior percentagem acontecerá no primeiro ano e os dados apontam para questões da ordem do real agregados a fatores do simbólico relacionado a questões de classe e expectativas familiares. O que aqui queremos observar é que o segundo maior percentual acontecerá justamente no 3º ano do curso, como citamos mais acima, e podemos supor que nesse percentual encontraremos algo mais da ordem do simbólico do sujeito para essa evasão, ligado mesmo ao conteúdo do curso.

O curso de psicologia exige do aluno uma capacidade de leitura considerável, isto porque ele estudará as inúmeras áreas onde a psicologia é aplicada e também as diferentes linhas de abordagem que ela abriga. Cada vertente dessas exigirá um grupo de leituras bastante considerável. Então poderemos supor que estudar psicologia exigirá um gosto anterior pela leitura que já deva estar desenvolvido ao ingressar na faculdade. Outro aspecto será também o da escrita, que também já deverá estar em um bom estágio de desenvolvimento quanto ao domínio da língua.

O interesse pela clínica, embora pareça estar decaindo um pouco, ainda é forte dentro da busca em psicologia, uma vez feita essa escolha geralmente esse estudante procurará informações mais detalhadas em busca do caminho para eleger uma linha de abordagem como aquela com a qual se identifica. Ao longo de décadas essa escolha tem se distribuído com forte predominância entre a psicanálise freudiana e pós-freudiana e o behaviorismo ou hoje ainda em direção à Análise do comportamento ou ainda as terapias cognitivo-comportamentais.

O aluno passa por todo esse percurso até começar seu estágio supervisionado, que poderá acontecer na clínica social de sua própria faculdade ou ainda em outros lugares que ofereçam estágios credenciados. E assim começa sua vida de psicólogo clínico, ainda dentro da sua graduação. Fase essa importantíssima para todo desenvolvimento ulterior desse clínico, por essa razão mesmo, os supervisores que trabalham com estudantes procurarão detalhar cada atendimento, perceber falhas na aprendizagem teórica, assim como impedimentos pessoais. O primeiro paciente chega entre um misto de espanto, medo e júbilo, tudo misturado. Psicoterapeutas promissores já poderão ser localizados aí nessa fase, onde apesar de toda essa mistura de sentimentos, ao iniciar o atendimento, a técnica se apresenta a frente de qualquer outra premissa, faz-se o silêncio em suas emoções e sua escuta se volta totalmente para aquele que busca a consulta, aquele que importa no setting, o paciente. Muitas vezes mais, ao longo de sua trajetória, passará por isso, quando sua vida pessoal atravessa fases difíceis ou mesmo alegres por demais, ou quando o paciente mobilizar conteúdos seus na contra-transferência ou ainda os não trabalhados, vistos como pontos-cegos(psicanálise).

O início de atividade de um psicólogo recém-formado é sempre um árduo caminho, porque ainda estará investindo em sua formação e terá um ganho bastante limitado, não é uma trajetória fácil, embora também não seja tão mais difícil que muitas outras profissões. O diploma da graduação é conquistado e logo esse profissional perceberá que muito ainda há o que se fazer para atingir um grau de maturidade profissional que seja minimamente suficiente. Por outro lado, contraditoriamente, sabemos que é uma atividade que para um ganho médio exigirá um menor número de horas trabalhadas, tendo esse profissional ao seu dipor um tempo para se aprofundar em sua formação e acompanhamento necessário do início de sua prática. Os cargos oferecidos para um psicólogo clínico em instituições são de número bem reduzidos, não se constituindo portanto em uma saída para a grande maioria.

Hoje o grande ‘boom’ de procura por essa graduação já cedeu um pouco, embora ainda se veja um grande contingente em formação, essa procura estaria mais estável, não apresentando aspectos muito alarmantes de crescimento. Embora isso, sabemos que o mercado está longe no momento, de ter como acomodar todos esses profissionais, o que fará com que muitos acabem se voltando para outras atividades e desistindo por um tempo ou para sempre de exercer a função para a qual se prepararam e dedicaram tempo e muito estudo. Mas isso também não é diferente do que acontece com muitos outros profissionais de outras áreas, é uma realidade quanto ao ensino superior em nosso país.

O que pode ter de vantajaso a se pensar, é que a psicologia é uma atividade ainda em expansão, cada ano se abrem novos campos e perspectivas de trabalho e aqui no Brasil ela vem crescendo em termos de aceitação de sua prática pela população, começa a ganhar uma maior visibilidade social.

Consultas:

Links

1 – O projeto profissional familiar como determinante da evasão universitária – um estudo preliminar – Marcelo Afonso Ribeiro

http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci _arttext&pid=S1679-33902005000200006&lng=pt&nrm=is o

2 -Recadastramento – Dissonâncias do mercado deixam psicólogo sem perspectivas

http://www.crpsp.org.br/a_acerv/jornal_crp/102/fra mes/fr_recadastramento.htm

July 31, 2008 Posted by Eduardo Honorato | Psicologia | | No Comments Yet

Justice League of America

Primeiro Post :)

O objetivo de criar este espaço é reunir um grupo de amigos, com interesse em comum por diversas áreas, relacionadas ao comportamento humano.

Com a ideia de que “quanto mais, melhor”, pretendemos usar este espaço para reflexão, desabafo, indicações de materias, com o único intuito de nos divertirmos.

Cada um dos membros têm seu login e autonomia para postar o que quiser, quando desejar. A ídeia é termos material dos mais variados pontos de vistas, buscando maior interação e divertimento.

O nome é oriundo do famoso desenho animado, onde um grupo de amigos se une, por acreditarem nos mesmos ideias. Este espaço virtual aqui será então nosso ponto de encontro.

Somos de uma “outra geração”. Portanto, nao se assutem se não soubermos operar todas as funções aqui do site. É a idade! rs :)

July 31, 2008 Posted by Eduardo Honorato | Variedades | | No Comments Yet