Por uma postura exemplar – Por Eduardo J. S. Honorato
Ola
Escrevi um artigo mais voltado para estudantes e profissionais de Psicologia.
Ele está na edição número 37 da Revista Psiquê Ciência e Vida, da Editora Escala, para quem escrevo sobre cinema.
Por alguns problemas “técnicos”, houve um erro na autoria do artigo, mas a editora já foi contactada.
A quem se interessar, o link é esse:
http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/37/artigo125568-1.asp
O perdão e o desapego – Por Eduardo J. S. Honorato e Denise Deschamps
Não imaginamos que um texto sobre algo tão comum “Desapego”, fosse causar tanto impacto. Agradecemos a todos que escreveram, comentaram e perguntaram mais sobre o tema. Nosso objetivo é divulgar textos que levem a reflexões, e não a respostas exatas. Para cada conflito existe um caminho e a reflexão é o primeiro passo.
Continuemos em nossa temática sobre objetos, investimentos, lutos, desapegos e perdão.
Alguns amigos ficaram intrigados em relação ao que nos referimos ao falar em perdão no texto anterior. Qual relação teria perdão com desapego? Estranha essa junção, parece um paradoxo, porque geralmente, pelo senso comum, entendemos perdão como caminho para uma reaproximação.
O que é perdoar, no sentido religioso? Isentos de religião, crença ou filosofia religiosa.Perdoar nao precisa estar atrelado, por exemplo, a uma religião. Você pode “perdoar” mesmo sendo ateu ou agnóstico.
E o que propusemos no texto é que perdão pode ser exatamente o caminho para o desinvestimento, ou seja, o que possibilitará a retirada de investimento daquele objeto perdido (que lembremos mais uma vez, pode ser um trabalho, um vínculo afetivo, um objeto material, uma posição social, um analista(rs rs) etc)
Alguns psicoterapeutas acreditam que uma psicoterapia(ou ainda psicanálise), em seu fim último, teria como meta perdoar nossas imagos parentais, aquelas onde fundamos nossas fixações e que norteiam nossas buscas de investimento e identificação. Essas imagos são construídas ao longo do nosso desenvolvimento e têm total relação com o mundo exterior e em como vivenciamos cada fase do desenvolvimento psicossexual
Sem esse desinvestimento não somos capazes de “quebrar” nossos padrões de repetições, pensamos sair e o que vemos em novos modelos são as conhecidas repetições. Após alguma perda, vocé já se perguntou, por que “diabos” cometeu novamente uma escolha que levou a um desfecho muito conhecido?
Freud nos falará do demoníaco das pulsões, naquilo que abordamos um pouco no texto anterior e que se nomeia em psicanálise de “compulsão à repetição”. Ruben Alves, famoso psicanalista e colunista da Revista Psiquê, têm escrito, nas ultimas edições, sobre os “demônios” (se puder, leia.).
Ah, essa maldita pedra em nosso sapato (repetindo), que “volta a incomodar” aonde justamente pensávamos estar nos libertando, ultrapassando velhas armadilhas.
Como diria a letra da música cantada belamente por Raimundo Fagner: “Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar, sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar…”
Sem o caminho do perdão que leva ao esquecimento e quebra de laços, não será possível seguir adiante. Tenha esse objeto morrido fisicamente ou apenas morrido como possibilidade de investimento.
Mas então que perdão é esse do qual falamos? Tenhamos claro que está muito longe do “dê a outra face”, muito pelo contrário. Ele é apenas uma tarefa de desinvestir, resgatar da vivência com o objeto perdido tudo que construir possibilidades de crescimento e embora muitas vezes a relação com esse objeto perdido seja de ressentimento e mágoa, será necessário reorganizar-se a partir da compreensão de que somos senhores dos nossos destinos e que, infelizmente, nada acontece por acaso.
Ou seja, se o objeto se foi (real ou imaginário) é preciso desfazer essas conexões e o “perdão” é uma maneira de retirar essa libido dos objetos.
Aprendendo com os erros, entrando em contato com as “figurinhas repetidas” do álbum de memória, poderá, quem sabe, mudar seus padrões e escolher objetos com características diferentes, fazer outras alianças, contemplar o ego negociando sob outras bases com os senhores dele.
Pense sobre seus relacionamentos, namoros, etc. Eles têm algo em comum? As pessoas pelas quais você se interessa, possuem alguma semelhança? (que pode ser física, de caráter, comportamento, etc)
Lembram? Faixa de Gaza, sim muitos não entenderam o que queríamos dizer. E esse realmente era o objetivo. Vários perguntaram o que significada, e isso foi de propósito. Não é possível refletir sobre “tudo” em um mesmo texto.
Esses senhores que habitam em nós são surdos uns aos outros (Id, Superego e Realidade), querem que se realizem suas “vontades”, falam todos ao mesmo tempo com nosso frágil Ego que entre conversas ensurdecedoras e maioria das vezes impulsos absolutamente contrários, vai tecendo acordos contemplando um pouco cada um deles. Uma hora pode, outra não pode. Uma hora pode, mas com um pouco de sofrimento. Às vezes “pode”, mas não tem “graça”.
Dependendo de quem se contempla e como, teremos os diferentes modos com os quais o psiquismo poderá lidar com esse desinvestimento e novo investimento. Em psicanálise chamaremos isso de formações de compromissos(acordos de paz) e formações substitutivas. Podem ser sintomas ou sublimações (eg: esportes agressivos), todos envolverão complexas operações de dentro do aparelho psíquico.
Então dependendo do grau de negociação que o ego fez, não adianta apenas você repetir mil vezes em frente ao espelho que fará diferente, há em todos nós, naquilo que nos move, muito de desconhecido, um livro no escuro que muitas vezes só poderá ser lido à luz de uma passagem por uma psicoterapia.
Como se fosse um livro escrito em uma língua que sabemos falar com boa pronúncia, mas não sabemos traduzir. Já tentou ler um livro em um idioma que você não domina?
Faça esse teste. Leia as frases e perceba que você entenderá apenas algumas “palavras” soltas. Pode não entender nada também. Pode ACHAR que entendeu, mas na verdade o significado era outro. Assim somos com o nosso psiquismo. As vezes não entendemos nada dele, as vezes entendemos errado, e as vezes nos comunicamos muito bem com ele.
Outras vezes, com sorte, alcançamos um entendimento e por caminhos inúmeros conseguiremos promover novos acordos, importante lembrar, que esses acordos passam inevitavelmente em olhar para esse objeto perdido, agora destituído de atração, daquilo que nos ligava a ele. Pense em alguém que morreu, e que você “até” tinha sentimentos não tão positivos, ou tinha alguma mágoa. Veja se consegue se lembrar “desse objeto” e em como “somente as lembra positivas ou neutras” se mantêm. Pense em um animal de estimação ou assista ao filme “Marley e Eu”. Repare que na imagem que se mostra aparecem as questões ruins (sujeiras, mordidas, estragos na casa), mas são agoras engraçadas e apenas lembranças e o que fica é somente o sentimento bom, ou de “saudade”. Isso é elaborar bem um luto.
A isso chamamos perdão, olhar o objeto como alheio, como um algo que não movimenta mais nossas energias. Muitas vezes percebendo nesse objeto suas próprias limitações em termos dos vínculos que a partir dos nosso próprio desejo, lhe impusemos características que não pertencem necessariamente a sua especificidade. É obvio então, que você pode lembrar de algúem ou de algo que não lhe desperta nada de “bom”, mas pelo menos, não desperta aquela “raiva e angústia” que despertava antes.
Que trabalho, não acha? Por isso não adianta pensarmos em domesticar ou adestrar nossas emoções, conter-se, sem que antes tenha se promovido uma boa mesa de entendimentos e negociações múltiplas. Para que essa mesa promova resultados, há que se perdoar, ou seja, desinvestir.
Olhando para o passado perceber nos cuidadores de sua infância suas próprias limitações e impossibilidades, seguir adiante, abrir mão de ser o promotor para sempre em um tribunal de eternas acusações, agora atualizadas em suas novas parcerias. Sim, essa maneira como lidamos com nossos objetos está diretamente ligada a nossa infância e em como aprendemos a lidar com eles.
Interessante observar que em alguns países esse conhecimento sobre esse perdoar, tem levado famílias de vítimas à conversas com os criminosos responsáveis pelo ataque, parece que com bons resultados de superação para esses familiares que se dispõem a isso. Pensemos nisso em relação aos nossos objetos perdidos.
Resta uma última questão. Como se pode ter raiva e ressentimento de alguém que morreu e era por nós muito querido?
Entenderemos isso porque o psiquismo só consegue ver o abandono e isso gera mágoa e ira. As crianças que perdem entes queridos costumam falar disso abertamente, falam que a pessoa “sumiu” e muitas vezes demonstram de maneira clara, a raiva que isso lhes provoca.
Ah, mas e um adulto, como pode fazer isso? Frente à dor da perda, seremos arremessados com uma força de impulsão tremenda para os nossos conteúdos mais infantis. Já reparou como reagimos nos momentos mais “estressantes”. Perceba como você reage frente a dor, angústia, perdas, sofrimentos, etc.
Frente a essa desorganização da perda, que essa nos provoca no aparelhamento psíquico (caos nas pulsões), a elaboração do pensamento mais “educado” e “civilizado”, meio que sucumbe a essa pressão e precisa de um tempo, longo tempo, para restabelecer seus laços com a realidade e lidar novamente com seu entendimento racional. Precisamos de Tempo para Pensar e Refletir. O corre corre dos dias de hoje talvez não nos permita muito isso, mas com certeza em nosso Inconsciente atemporal, essa tarefa terá que se realizar.
Então é isso, se você perdeu um objeto importante(lembre-se que é qualquer coisa) pense em perdoar, ir adiante, visite com honestidade sua mágoa, faça a faxina, descarregue e siga adiante aprendendo e quem sabe construindo novas possibilidades de fazer laços mais prazerosos e saudáveis. Tire a carga, é só resto, nada mais.

Fonte das imagens:
1 – http://www.lifestruth.com/images/forgiveness.jpg
2 – http://dlibrary.acu.edu.au/research/theology/ejournal/aejt_9/images/forgiveness.jpg
3 – http://www.comunidade.cn/upload/escritofoto/106661.jpg
Desapego – Por Eduardo J. S. Honorato e Denise Deschamps

Esta semana estávamos debatendo na Internet sobre como seria uma Auto Ajuda mais “saudável”, sem fórmulas mágicas para sucesso ou dinheiro. Em tempos modernos, de corre-corre, uma boa auto ajuda é aquela que levaria a um momento de REFLEXÂO. Pensamos então o que seria isso.
Ao mesmo tempo, dois amigos me perguntaram: “Eduardo, o que VOCE queria dizer com desapego, em SEU texto catartico sobre o desastre em Santa Catarina?”. Como ambos eram de outras áreas (direito e economia) pensei em uma maneira mais simples de explicar, sendo baseada nas construções teóricas com as quais trabalhamos na clínica. Comecei a conversar com a Denise Deschamps por email para ver se conseguíamos construir algo nesse sentido. Mas, não queríamos complicarou usar termos técnicos e pensamos então em escrever algo nesse sentido. Um deles leu e chamou de “auto ajuda”, mas, não conseguimos chegar a um consenso. Dividimos com vocês o texto e esperamos opiniões.
Quando na Psicanálise falamos de libido, de investimento libidinal, de prazer, de afeto, estamos falando também de “objetos”. São estes que nos trazem satisfação, mesmo sendo representantes de outras coisas ou pessoas. Já desde Freud temos a noção de que tudo na vida passa pelo que chamamos vínculo, investimento em objeto. Nós investimos afetos em “objetos” que podem variar desde roupas, pessoas, sonhos, ideais, crenças, etc. Esses objetos guardam suas características, mas ganham para cada um de nós os contornos daquilo que colocamos neles. Um de nós adora tudo que é azul, por razões inúmeras, algumas que tem consciência e outras que sequer sonha(ou que somente as acessa em sonho, pelas operações do Inconsciente). Sabemos, por outro lado, de gente que detesta azul, alguns sequer o podem olhar sem sentir repulsa, devem ter suas razões pra isso também.
Quando somos atraídos inconscientemente por esses objetos, um pouco de energia libidinal é deslocada para “isso”. Vamos pensar em quantidade mesmo. Mantemos uma “ligação” com aquele objeto. Portanto, ocupamos parte do nosso “estoque” de energia psíquica (foram muitos risos até chegarmos a um acordo aqui – risos). Essa faz mil e um acordos, quase uma operação diplomática do tipo “faixa de Gaza”, para se chegar a um resultado que satisfaça os três senhores do nosso psiquismo(id, superego e realidade).
Acontece que às vezes, precisamos desfazer algumas dessas conexões, para que possamos nos ligar a novos objetos, conhecer novas coisas, experimentar mais e assim, termos uma vida psíquica mais saudável. É também, uma questão de aprendizado. Outras vezes somos arremessados a essa tarefa, por lutos inevitáveis, que viver nos traz.
Quando falamos em promover o “desapego” é justamente isso que queremos dizer. Não precisa “desfazer” essas conexões, mas você não precisa de um OBJETO REAL para lembrar daquilo. Parece maluco, mas não é. Mais conversas por email e vamos aos exemplo(risos):
Ex: Pedi (Eu, Eduardo) para um amigo meu abrir a carteira e se eu poderia ver tudo lá dentro. Ele riu e foi me mostrando, até que eu achei uma carteirinha de um seguro de saúde de quando ele fez intercâmbio há alguns anos (desculpa cara…ehehhee). Ora..perguntei se aquilo ali era necessário, e ele disse que “não”. Escondi a carteira debaixo do notebook e perguntei se ele ainda tinha as mesmas sensações e sentimentos quando se liberava daquele “papel”. Ele disse que sim. Pronto. É isso. Ele percebeu que o objeto real não é necessário para que ele associe diretamente com aquelas memórias. Ainda brinquei com ele que como ele mantinha aquilo ali, ele perdia a oportunidade de colocar “novos cartões de crédito” no lugar ocupado. Princípio que aprendemos nas aulas básicas de Física: “dois corpos não ocupam um mesmo lugar”, embora em se tratando de psíquico isso nem sempre SEJA verdade. Manter-se investindo em um objeto somente pelo seu concreto, é impedir que novas conexões e aprendizados aconteçam. (metaforicamente falando, claro). Manter-se investindo afeto em algo que se foi, é como “rasgar dinheiro” em termos da nossa economia psíquica(sim, há uma questão que é econômica dentro do nosso psiquismo)
Então, o que é o desapego? É você doar aquela calça que comprou há três anos e não usa mais (pq ela te lembra aquela época legal do verão). Desapego é você pegar aquele livro que você comprou de literatura e todo mundo já leu e doar para uma escola(oops…contei). É pegar as roupas daquele parente que morreu, e doar para quem precisa, embora seu parente vá permanecer investido para sempre dentro do seu psiquismo, uma parte desse investimento faz parte do que constrói você. Os objetos reais não precisam existir para que seu psiquismo se lembre desses momentos bons ou “ruins” também. Em muitos momentos, precisamos quase que como um rito de passagem, jogar fora, dar, queimar, deletar, coisas que nos remetem a uma relação que deixou lembranças amargas. Há cenas em incontáveis filmes onde a personagem faz fogueira com roupas e pertences do objeto de seu investimento(amor/ódio), há um quê de engraçado na angústia que isso revela.
Por isso que falamos que “doar” não é somente “dar roupa velha e furada que você não quer ou que manchou com caneta”, mas sim, dar também “aquele tênis que você ganhou, não gostou, não usou e tem que guardar” – a pessoa que deu pelo menos pode ficar feliz que alguém aproveitou. Isso é promover o desapego e abrir espaço para novos objetos adentrarem seu psiquismo (e sapatos no seu armário – oops..contei também -risos)
Por outro lado, temos a situação inversa, onde o objeto real sumiu, mas o psicológico continua atrelado a ele. Comentamos sobre isso na análise do filme PS Eu Te Amo (Ps I love You, 2008).
Um processo de elaboração da perda de um objeto real (parente que morreu) pode levar até nove meses e atenção que passando disso entramos em zona de risco. Sim…até a pessoa perceber que o objeto se foi realmente e a energia pode ser usada para outras coisas e ela pode continuar vivendo. Porém, há casos em que isso não foi bem elaborado, e a pessoa permanece investindo energia no “morto” e esse vem morar dentro daquele que não se desapega. Como não obtém “resposta” desse objeto, investe mais e mais energia, e entra no que Freud chamou de “Melancolia” e que hoje conhecemos como DEPRESSAO, não aquela tristeza natural de quem perdeu um importante objeto de afeto, mas uma tristeza sem fim que carrega uma angústia de abandono, há algo de raiva escondida nesse sentimento imenso que paralisa a pessoa e a deixa presa a um objeto que não está mais presente. O abandono do luto que leva a essa depressão não se dá somente com a morte, porque o que importa é a morte do objeto para a pessoa que investe, então muitas vezes se dá pela separação em relação ao afeto(parceiros, amigos, parentes, colegas de trabalho etc).
O trabalho na clínica, portanto, é fazer esse caminho INVERSO, com a ajuda dos psiquiatras e medicamentos.. Ele se foi, e será preciso aprender a manter pequenas conexões e se ater às memórias boas e que é um processo que todos um dia passam: o luto. Não é menosprezar o objeto, mas sim, “seguir em frente”, alguns acreditam que esse desapego passa por um sentimento de perdão, não no sentido religioso, a pessoa pode continuar achando o fim da picada o que viveu(ou inaceitável a perda), mas pode desinvestir tudo aquilo, retirar o que foi aprendizagem e descarregar o objeto de qualquer energia(afeto) que queira atualizá-lo, abrir espaço como quem limpa um armário. Cada luto é específico e tem suas saídas e não poderemos generalizar seus caminhos, mas saudavelmente, em algum momento, essas operações serão necessárias.
A questão dos “objetos” é tão importante na Psicanálise, com o que chamamos de “relação objetal”. Sim, existem maneiras que seguem um “padrão” em como lidamos com alguns objetos. Aprender essa maneira peculiar é entender quando poderá ter problemas e sofrimentos. E, quando se colocar em situação semelhante, será como contar com um sinal vermelho em uma porta que leva ao risco da repetição, ao tentar entrar avisará que temos duas escolhas a fazer: tomar o caminho que já conhecemos ou procurar outra porta, outra forma de investir. É aprender a maneira como seu psiquismo se relaciona com os objetos. E assim, evitar sofrimento psíquico. Tarefa nada fácil, que vamos aprendendo de acordo como ultrapassamos nossas sucessivas dores inevitáveis, desmames metafóricos que “sofreremos” ao longo da vida.
Portanto, esta aí uma coisa saudável (desde que não excessiva). De tempos em tempos, faça uma faxina do armário, doe uns livros, conheça pessoas novas, diga oi para pessoas que não dizia antes, segure a porta para seu vizinho. Promova ações onde se desapegue de objetos sem mais valor, e abra espaços para novos objetos na sua vida. Também reveja relações, retome contatos, isso pode falar de desapego também, ultrapassar velhas mágoas e ressentimentos. Por incrível que isso possa nos parecer, somos intensamente apegados aos nossos ressentimentos. Pense um pouco sobre isso! É mais saudável sempre seguir adiante.
Temos que manter essa nossa energia psíquica circulando o tempo todo. Tudo que fica parado demais, não dá muito certo, até água parada, apodrece.
Por isso DESAPEGA rapaz! Largue a bagagem extra que o caminho ficará mais leve. Se for muito pesada a carga, peça ajuda.
Abs
Eduardo J. S. Honorato e Denise Deschamps
PS: Procurando no Google uma imagem achamos essa primeira. Não teve como não copiar. Não tínhamos como referenciar, e fomos ler o blog. Tive,ps que roubar a imagem e referenciar um lindo desabafo de DESAPEGO. Como está no virtual, acreditamos ser de domínio público e vamos citar. Ressaltamos que não é análise de ninguém, mas uma leitura analítca de um texto “literário”, como se assim o fosse.
http://ameninaeasmontanhas.blogspot.com/2007/06/desapego.html
Gostaríamos de agradecer a todos do debate, que construíram com a gente essas relfexões. Pedimos autorizção para agradecer a todos aqui, mas somente algns tinham scrap aberto. Mesmo assim, agradecemos: Ana Quezia, Dhiego, Renata, Neto e Junio pela troca online. (na comunidade Psicologia, do Orkut)
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