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Caso Clínico

freudclaPassamos algum tempo sem atualizar aqui o Blog por causa de um novo projeto http://www.cinematerapia.psc.br

Ainda estamos bastante empenhados por “lá”, mas vamos manter atualizado aqui.

Resolvemos então resgatar um material antigo, que usamos na comunidade Psicologia do Orkut.

São casos clínicos FICTICIOS, ou seja, totalmente FALSOS e criados por nós, sem qualquer semelhança com atendimentos ou situações reais. São normalmente criados a partir dos critérios de diagnostico do DSM-IV ou alterados do DSM-IV Casos clínicos.

O objetivo é apenas praticar psicopatologia e trocar informações.
Se tiver uma Hipótese Diagnóstica, coloque nos comentários e justifique.

QUEIXA PRINCIPAL: “Meu filho anda muito estranho e briga com todo mundo” (sic)

1) ENTREVISTA (Breve Relato)
Sra F trouxe seu filho J, de 15 anos, ao serviço de psicologia aplicada, solicitando acompanhamento psicoterápico. J. mostrava-se bastane irritado na sala de espera e não muito receptivo a conversas. Conversei primeiro com sua mãe, que trouxe a queixa principal. Relata que desde os 10 anos de idade J. vêm apresentado comportamento “estranho” (sic). Relata que sempre foi uma criança sozinha, não gostando muito de se relacionar com os irmãos [mais detalhes serão colhidos na anamnese].
F. relatou que J nunca gostou de ser contrariado e apresentava comportamento agressivo desde cedo. Sempre foi chamado de “brigão, birrento ou malvado”(sic) pelos irmãos e vizinhos, pois estava sempre metido em algumas confusões. Ao 10 anos de idade Sr F. percebeu que algo “estranho” (sic) acontecia com seu filho). Tudo começou quando o gato de estimação da família apareceu morto no quintal, com as pernas cortadas e cordas no pescoço. Ninguém assumiu a culpa, e suspeitou-se que um vizinho o tivesse feito. J. passou a mentir com freqüência, nunca dizendo onde estava e o que estava fazendo.
Começou a andar com uma “galera barra pesada”(sic) da vizinhança e seus sumiços ficaram cada vez mais constantes. Dinheiro começou a sumir da bolsa da Sr F e ninguém nunca dizia-se culpado. Começaram então a suspeitar de J, que sempre mentia dizendo não estar nem em casa na hora dos acontecimentos. De 1 ano para cá. Sra F afirma que as coisas pioraram. J chega a ficar dias fora de casa. Foi colocado de castigo, mas consegue fugir de casa e passa o final de semana na rua. Chegou a colocar fogo na porta de seu quarto, quando trancado, para que forçasse sua saída, e quando questionado o motivo, mentiu “descaradamente”(sic) dizendo que havia um curto circuito.
Sra F. disse que “desistiu”(sic) por um tempo, pois estava sempre cansada de ficar atrás do rapaz. J. começou então a roubar rádios de carros e cometer pequenos furtos nas redondezas. Sra F. disse que achou que era “somente uma fase”(sic) e fechou os olhos. Como J estava indo a escola, achou que isso logo passaria. Resolveu procurar ajuda agora, pois foi chamada na escola e informada sobre a expulsão de seu filho. J. agrediu fisicamente a professora e foi descoberto vendendo drogas nas dependências. Quando confrontado pela professora, mostrou uma faca e ameaçou machucá-la. Com o desespero da professora, riu bem alto e saiu da sala, mas antes, deu-lhe um tapa.
Sr F. diz não saber mais o que fazer e que precisa de ajuda.
J. foi então chamado a sala, para uma breve conversa. Quando perguntado sobre o motivo de estar ali, disse não saber. Mostrou-se bastante irônico, sempre dando risadas de quaisquer perguntas feitas. Expliquei o motivo da consulta e perguntei sobre o que achava sobre seu comportamento nos últimos meses. Disse que não estava fazendo nada de errado e que só estava ali temporariamente, pois estava esperando alguns meses pra poder sair de casa, e como a psicoterapia era condição para ficar na sua casa, estava vindo, mas deixava bem claro “que aquilo ali era só pra enganar a trouxa da minha mãe’ (sic).

3) EXAME MENTAL (Avaliação de aspectos Psicopatológicos detectados durante a entrevista)
3.1 – APRESENTAÇÃO: roupas inadequadas para a ocasião, levando-se em conta o nivel social do pc.
3.2 – AFETO: INADEQUADO
3.3 – PENSAMENTO: curso normal do pensamento
3.4 – SENSO- PERCEPÇÃO: sem alterações
3.5 – ORIENTAÇÃO: auto e alopsiquicamento orientado.
3.6 – ATENÇÃO: normovigil e hipertenaz
3.7 – MEMÓRIA: sem visíveis alterações
3.8 -PSICOMOTRICIDADE: alteração psicomotora visível, devido a ansiedade
3.9 – CONSCIENCIA: Lucido

4) HIPÓTESE (S) DIAGNÓSTICA(S) ?????

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April 5, 2009 - Posted by | Psicologia

8 Comments »

  1. Pela descrição do comportamento e com análise bem superficial, diria Anti-social.

    Comment by LeFrade | April 5, 2009 | Reply

  2. LeFrade….
    E a questão da IDADE? J. tem apenas 15 anos e para se diagnosticar um Transtorno de Personalidade, UM dos critérios é ter mais de 18 anos…:)
    Mas o caminho “é por aí mesmo”.
    abs

    Comment by Eduardo Honorato | April 5, 2009 | Reply

  3. Em nenhum momento foi apresentado o Pai do pc, ou nenhuma presença masculina, não seria por esta razão (pais separados, ou ausente, motivo razão pela necessidade de “aparecer” para a sociedade demonstrando que ele é superior sobre os outros?
    Tambem a hipotese de ter sido “vitima” da superproteção, e de ter feito tudo que queria sempre. Pois na breve historia narrada sua mãe em apenas um momento diz te-lo colocado de castigo, mas depois de ja apresentar o desvio a muito tempo. é como punir um cachorro com corrente, na hora que sair volta a mesma coisa.

    (Sou leigo em psicologia, estou querendo cursar, falo com base em experiencia de vida.)

    Comment by Marcos Vidal | April 6, 2009 | Reply

  4. Penso que terá uma Perturação de conduta pois só poderá ser diagnosticado com Anti-social a partir dos 18 anos… e normalmente quem tem perturbação anti-social muito provavelmente teve perturbaçao de conduta anteriormente…

    Comment by darsa | May 27, 2009 | Reply

  5. O transtorno anti-social pode ser o diagnóstico futuro desse garoto, pois apresenta sintomas compativeis ao disturbio de conduta ( CID-10 F91 ) coincidentemente encaminhei um paciente para a psiquiatria hoje com essa hipótese diagnóstica…devemos sempre tomar muito cuidado ao diagnosticar uma criança/adolescente pois o fator cultural é essencial para os comportamentos apresentados….enfim, definir o que é normal ou patológico é sempre um dilema a ser estudado caso-a-caso.

    Comment by Andre Tomé | June 23, 2009 | Reply

    • concordo totalemnte

      Comment by elíude | July 18, 2011 | Reply

  6. Nesse caso pela idade do rapaz trata-se de um provável Transtorno de Conduta indicando que futuramente, quando adulto, será um forte candidato ao Transtorno de Personalidade Anti-Social.

    Comment by Patricia Luna | November 4, 2010 | Reply

  7. GOSTEI MUITO DESTE CASO E FIQUEI SURPREZO COM O CASO PARECIDO EM MINHA ESCOLA.
    O QUE DEVO FEZER PARA ORIENTAR A MÃE.

    Comment by Jose Stenio da Silva Chaves | February 11, 2011 | Reply


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